Escritor tibetano libertado pela China ao fim de dez anos preso

Um tibetano preso pela China por ter escrito um livro sobre a região dos Himalaias foi libertado depois de passar uma década na prisão, informou um grupo de defesa dos direitos humanos com sede nos Estados Unidos.


Dolma Kyab, de 39 anos, foi libertado na semana passada depois de ter sido condenado, há dez anos, por "colocar em perigo a segurança do Estado", indicou, na noite de terça-feira a organização Campanha Internacional pelo Tibete (ICT, International Campaign for Tibet).

O julgamento de Dolma Kyab aconteceu em segredo na capital tibetana, Lhasa.

O caso só foi tornado público meses após a leitura da sentença, em 2005, depois de uma carta do autor ter 'saído' da prisão.

Segundo uma cópia da carta a que a organização teve acesso na altura, Kyab afirmava ter sido preso por causa das ideias que expressou no seu livro 'The Restless Himalayas', que não chegou a ser publicado.

O tibetano acrescentou que as autoridades acreditavam que a sua escrita estava "ligada à independência do Tibete".

No seu livro, Kyab falou das conceções da identidade tibetana, bem como das esperanças do Tibete relativamente ao regresso do seu líder espiritual, dado que o Dalai Lama se encontra no exílio, indicou a ICT.

Kyab também escreveu sobre o "fardo político" que sofrem os tibetanos porque a maioria de etnia Han da China "impõe a sua forma de pensar aos tibetanos", ou seja, "destrói a ideia que os tibetanos têm de si próprios".

Dalai Lama completa 80 anos e é homenageado por músicos jovens e veteranos

Comemoração do aniversário do Dalai Lama 
no Honda Center, em Anaheim, Califórnia.

O Dalai Lama desfrutou durante anos de uma grande devoção dos músicos do Ocidente. Agora, quando completa 80 anos, artistas veteranos e jovens estrelas se unem em um álbum para divulgar sua mensagem.

O disco The art of peace: songs for Tibet II, que é lançado por ocasião do aniversário do líder espiritual tibetano nesta segunda-feira, possui remixes e novas versões de artistas renomados como Peter Gabriel, Sting e Kate Bush.

Mas, em uma tentativa de atrair as novas gerações, o álbum também conta com a participação de jovens artistas, como a neozelandesa Lorde, de apenas 18 anos e que fez muito sucesso em 2013 com o single Royals, e a banda islandesa de folk pop Of Monsters and Men.

"O Dalai Lama está acostumado com pessoas que já simpatizam com suas ideias, Mas sentiu que precisava de um foco mais voltado para os jovens, que talvez não estejam tão familiarizados com sua mensagem", afirma Rupert Hine, cantor e produtor britânico que coordenou a seleção musical.

O disco também recebeu as colaborações do quarteto vocal Beyond, que tem a presença de Tina Turner, do músico e ativista irlandês Bob Geldof, do cantor e compositor americano Duncan Sheik, assim como do grupo Elbow.

Da política à celebração 
Este é o segundo álbum da série Songs for Tibet. O primeiro, de 2008, contou com as participações de artistas como Alanis Morissette, Garbage, Dave Matthews e Rush.

O primeiro disco foi lançado durante um momento de grande tensão no Tibete, onde uma rebelião contra o rígido controle chinês foi registrada pouco antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Hine disse que o novo álbum tem como tema o longo compromisso do Dalai Lama, vencedor do Nobel da Paz, com a não violência e a compaixão. 

O álbum anterior "era inerentemente político, pois estava vinculado com as Olimpíadas", disse Hine à AFP.

"Fiquei muito feliz de ver (o disco) de outro lado da cerca, de algum modo, e que tenha se transformado em uma celebração por seu 80 anos", completou.

O dinheiro arrecadado com a venda do álbum será destinados à Fundação da Arte da Paz, que tenta preservar a herança cultural tibetana.

Risco para os artistas na China

Com sua mensagem pacífica, meditativa e bom humor, o Dalai Lama ganhou uma grande quantidade de simpatizantes no Ocidente e entre as celebridades, como o ator Richard Gere e o falecido Adam Yauch, um dos integrantes do grupo pioneiro de hip hop Beastie Boys.

Yaunch ajudou a organizar os yudó a organizar os 'Tibetan Freedom Concerts' em todo o mundo a partir de 1996. No domingo passado, o Dalai Lama compareceu a Glastonbury para estimular os espectadores do famoso festival de música a buscar a felicidade interior.

Mas à medida que aumenta a influência da China no mundo e a idade do Dalai Lama avança, Pequim busca isolar cada vez mais o líder budista, que teve que partir ao exílio na Índia em 1959.

Pequim acusa o Dalai Lama de buscar a independência do Tibete, mas o líder espiritual afirma que deseja apenas obter mais liberdades, mas como parte da China.

A China criou uma lista de artistas abertamente contestadores, como a islandesa Bjork - que gritou "Tibete, Tibet" ao cantar a música Declare Independence em Xangai em 2008 - e proibiu o último álbum Songs for Tibet.

Duncan Sheik, conhecido pelo hit de 1996 "Barely Breathing" e que fez sucesso recentemente como escritor de musicais, disse que apoiar o Dalai Lama representa muitos riscos para os artistas que tentam entrar no enorme mercado chinês.

"Você não quer virar uma 'persona non grata' para um bilhão de pessoas, mas eu realmente não posso controlar isto", disse à AFP. 

"Que aconteça o que tiver que acontecer". Budista praticante, Sheik colaborou no disco-homenagem com "Sometimes", uma canção de seu próximo álbum que explora as dimensões espirituais da vida cotidiana.

Nova obra de Daniel Goleman sobre o dalai-lama

A obra de Daniel Goleman está dividida em quatro partes: ‘Um cidadão do mundo’, ‘Olhar para dentro’, ‘Olhar para fora’ e ‘Olhar para trás, olhar para a frente’.

‘Uma força para o bem. A visão do dalai-lama para o nosso mundo’ é o título do novo livro do ex-jornalista do The New York Times Daniel Goleman, cuja introdução é assinada pelo 14.º dalai-lama, Tenzin Gyatso.

O dalai-lama afirma que "não gosta de formalidades, pois só servem para criar distância entre as pessoas". Neste mesmo texto o líder religioso tibetano afirma que tem sido duro para si (e "para os tibetanos") a "saída do Tibete como refugiado em busca da liberdade", apesar de lhe ter possibilitado viajar pelo mundo.

A primeira parte da obra, editada pela Temas & Debates, é precisamente sobre o dalai-lama, como "um cidadão do mundo".

Daniel Goleman divide a obra em quatro partes: ‘Um cidadão do mundo’, ‘Olhar para dentro’, ‘Olhar para fora’ e ‘Olhar para trás, olhar para a frente’.

A obra inclui um conjunto sistematizado de notas sobre o dalai-lama, remetendo para discursos, entrevistas e palestras do líder religioso budista.

Dalai Lama e ator Richard Gere juntos em visita à Austrália




O Dalai Lama chegou hoje a Sydney, acompanhado pelo ator norte-americano Richard GERE, iniciando uma visita de 12 dias pela Austrália, onde vai predicar sobre a sabedoria do perdão e da compaixão.


Cerca de 3000 pessoas receberam com entusiasmo o Nobel da Paz (1989) no aeroporto internacional de Sydney, onde Richard Gere declarou que vai acompanhar o Dalai Lama durante toda a viagem pela Austrália.


"É um ensinamento único, muito experimental. É algo extraordinário, pelo que vale a pena vir até tão longe", comentou o ator em breves declarações à televisão local ABC.


O líder espiritual tibetano vai ter uma agenda plena, marcada por palestras, nas Montanhas Azuis, a oeste de Sydney, Brisbane e Perth.


O Dalai Lama visitará ainda, pela primeira vez, Uluru, terra aborígene no centro da Austrália onde se encontra o famoso rochedo vermelho.


Durante a sua visita prevê-se dois dias de protestos nas Montanhas Azuis por parte da Comunidade Internacional Shugden que têm como objetivo pedir ao dalai lama que ponha fim à campanha de perseguição contra os budistas Shugden por parte dos tibetanos e que seja permitido o regresso de monges e monjas expulsos dos seus mosteiros.

Obama se refere ao Dalai Lama como um bom amigo

O presidente americano, Barack Obama, se referiu ao Dalai Lama como um bom amigo em uma cerimônia em que os dois estiveram presentes, apesar da China se opor ao encontro dos líderes.

"Quero oferecer boas-vindas especiais a um bom amigo", afirmou Obama em um ato oficial, o Café da Manhã de Oração Anual, em Washington, referindo-se ao monge tibetano considerado pela China como um líder separatista.

Desde o anúncio na semana passada da participação dos dois neste evento, Pequim manifestou sua oposição a qualquer encontro, de qualquer forma que fosse entre um dirigente estrangeiro e o Dalai Lama.

Retomando uma fórmula cuidadosamente estudada, o executivo americano mesmo assim reiterou o apoio de Obama aos ensinamentos do Dalai Lama e seu desejo de preservar "as tradições religiosas, culturais e linguísticas do Tibete".

"O Dalai Lama é um exemplo forte do que significa a compaixão, é uma fonte de inspiração que nos incentiva a falar a favor da liberdade e dignidade de todos os seres humanos", afirmou o presidente americano.

"Estamos felizes de que esteja conosco hoje", acrescentou, antes de mencionar que recebeu o líder tibetano em várias ocasiões na sede do governo.

A Casa Branca, no entanto, não mencionou que haverá algum tipo de reunião entre os dois.

No tradicional evento de oração desta quinta, o rei Abdullah II da Jordânia figurava na lista de convidados, mas precisou voltar para Amã na terça à noite depois da execução de um piloto jordaniano pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Três encontros

Barack Obama e o chefe espiritual dos tibetanos se reuniram em três ocasiões.

Em seu último encontro, em fevereiro de 2014, a Casa Branca tomou a precaução de assinalar que o Dalai Lama foi recebido "como um líder espiritual e cultural de prestígio internacional", dando a entender que não foi convidado como líder político.

O encontro, inclusive, não transcorreu no emblemático Salão Oval.

Apesar das precauções tomadas por Washington, Pequim classificou esta reunião como uma "grave ingerência" em seus assuntos internos.

Algumas semanas depois, o Dalai Lama voltou a Washington, onde goza de grande popularidade nos dois lados do espectro político, para pronunciar a tradicional oração de abertura de uma sessão do Senado.

Durante um encontro com congressistas, pediu que Washington defenda a democracia. "Vocês são a nação que lideram o mundo livre", afirmou o chefe religioso.

Na semana passada, a China pediu aos Estados Unidos que evitassem qualquer tipo de encontro com o Dalai Lama.

"Somos contrários a qualquer tipo de encontro, seja qual for sua forma, entre um líder estrangeiro e o Dalai Lama", disse Hong Lei, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

Hong rejeitou qualquer tipo de ingerência nos assuntos internos da China e pediu que os Estados Unidos levem em conta "os interesses das relações bilaterais" entre Pequim e Washington.

A China acusa o Dalai Lama de lutar a favor da independência do Tibete desde que fugiu do país, em 1959.

Obama e Dalai Lama aparecerão juntos em público

Presidente dos EUA e líder espiritual tibetano já se reuniram três vezes.


Em evento, Obama irá falar sobre importância de liberdade religiosa.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai aparecer em público com Dalai Lama, em um evento em Washington na próxima semana, informou a Casa Branca nesta sexta-feira (30).

O gesto não deve ser visto com bons olhos pela China.

"O presidente (Obama) falará no 'Café da Manhã da Oração Nacional' sobre a importância de manter a liberdade religiosa", declarou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Bernadette Meehan, acrescentando que, "este ano, os organizadores também convidaram o líder religioso Dalai Lama".

A Casa Branca afirmou que ambos já se reuniram três vezes. Agora, nenhuma reunião específica entre eles foi anunciada. Além disso, houve alguns encontros prévios a portas fechadas, em um gesto pensado para minimizar um possível mal-estar com a China.

O 14° Dalai Lama deixou o Tibete, em 1959, depois de uma frustrada revolta contra o controle chinês. Desde então, vive exilado na Índia.

Pequim acusa o Dalai Lama de buscar a separação do Tibete do restante da China e de fomentar um levante na região.

Em sua última reunião, em fevereiro de 2014, a Casa Branca insistiu em que Dalai Lama foi recebido "como um líder espiritual e cultural de prestígio internacional", dando a entender que não foi convidado como líder político. Também não foi recebido no Salão Oval, reservado para encontros com chefes de Estado e de governo estrangeiros.

Atual Dalai Lama defende ser o último a ocupar a posição

A interferência da China nos assuntos religiosos do Tibete poderá provocar o fim da tradição de séculos da escolha do Dalai Lama
O Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, defendeu em uma entrevista à BBC a ideia de ser o último a ocupar a posição.

Lhamo Dondrub, de 79 anos, indicou no programa Newsnight que defendia o fim de uma tradição de séculos em decorrência da interferência chinesa nos assuntos religiosos da sua região autônoma.

De acordo com a tradição do budismo, o Dalai Lama é a própria reencarnação de Buda. A tradição tibetana determina que o sucessor dele seja o Panchen Lama, uma espécie de vice-líder escolhido ainda quando criança.

Porém, Pequim já disse diversas vezes nos últimos anos que escolherá o sucessor de Dondrub.

"Não há garantia de que meu sucessor não será uma pessoa estúpida e que vai cair em desgraça", afirmou o monge budista na entrevista à BBC.

"Isso seria muito triste. Sendo assim, uma tradição de séculos deveria acabar num momento em que ainda é popular."

"A instituição Dalai Lama acabará um dia. Todas as instituições criadas pelo homem um dia acabarão."
Sucessão

Dondrub vive no exílio na Índia desde 1959, para onde fugiu após a anexação chinesa e o fracasso de uma revolta subsequente.

Sua campanha internacional pelos direitos do povo tibetano lhe valeu o Prêmio Nobel da Paz de 1989, uma decisão que enfureceu o governo chinês.

Naquele mesmo ano, Pequim enfrentou duras críticas internacionais por causa do massacre da Praça da Paz Celestial, em que centenas de manifestantes pró-democracia fora mortos pelo exército.

Nos últimos anos, o Dalai Lama adotou uma postura mais conciliadora em relação à China, trocando a independência do Tibete por autonomia

Em 1995, seguindo o rito de sucessão tibetano, Dondrub escolheu um menino de apenas seis anos de idade, Gedhun Nyima, como Panchen Lama. O menino foi posto contra sua vontade sob custódia das autoridades chinesas, que apontaram seu próprio Panchen.

Para o líder espiritual, diversas grandes nações, incluindo a Grã-Bretanha, adotaram uma postura branda em relação à ocupação do Tibete para não criar atritos com Pequim.

Na semana passada, por exemplo, veio à tona que o papa Francisco 1º recusou uma audiência com o Dalai Lama para não se indispor com a China - o Vaticano trava uma batalha diplomática com Pequim em torno do controle estatal sobre a Igreja Católica no país.

Na entrevista aoNewsnight, concedida em Roma, o Dalai Lama disse que a comunidade internacional precisa encorajar a democratização na China.

"A China quer se incorporar à economia livre e deve ser bem-recebida, mas ao mesmo tempo o mundo livre tem a obrigação moral de trazer a China para a democracia, até para interesse da China", afirmou.

Considerado um separatista por Pequim, o Dalai Lama nos últimos anos adotou uma postura mais conciliadora, pregando a autonomia para o Tibete em vez da independência. Ele até abriu mão de responsabilidades políticas e em 2011 transferiu os poderes para Lobsang Sangay, líder eleito do governo tibetano no exílio.

O homem mais feliz do mundo

A felicidade é como o sol, também é para todos. Mas como alcançá-la? 
Existem pessoas – raras, é verdade – que alcançam níveis altíssimos de felicidade. 
Mas como se pode medir a felicidade? 
Os cientistas da Universidade de Wisconsin – Madison, EUA, estudam, há anos, o grau de satisfação do ser humano, que é nada mais que a felicidade de cada um. Trata-se de um estudo neuronal. Através de ressonâncias magnéticas nucleares, o cérebro fica conectado com 250 sensores que detectam os níveis de estresse, irritabilidade, prazer, satisfação e outras sensações diferentes. Mathieu Ricard, 61, anos, monge tibetano, francês de nascimento, detentor de doutorado em biologia, abandonou o microscópio e se mandou para o Tibet. 

Hoje, é assessor do Dalai Lama. Mathieu, em 2012, se ofereceu como cobaia, juntamente com centenas de voluntários para o estudo da felicidade, dirigido pelos neurocientistas da Universidade de Wisconsin. Para o espanto dos cientistas, descobriu-se que o cérebro de Mathieu produz um nível de ondas gama nunca antes relatado pela neurociência. O estudo revelou que graças a meditação (e também a alimentação vegetariana), ele tem uma capacidade incrivelmente anormal de sentir felicidade e uma propensão reduzida para a negatividade. Os índices máximos atingiam, até então, o grau 0,3 (muito feliz) enquanto Matheiu alcança o grau 0,5 (felicíssimo)! Qual a razão desse extraordinário índice de felicidade?

Matieu Ricard dá a sua receita, que nada mais é o entendimento de algumas coisas da vida:

“Velhice: quando a agudeza mental e a ação diminuem, é tempo de experimentar e manifestar carinho, afeto, amor e compreensão.

Morte: faz parte da vida, rebelar-se é ir contra a própria natureza da existência. Só há um caminho: aceitá-la.

Solidão: existe uma maneira de não se sentir abandonado: perceber a todas pessoas como parte de nossa família.

Alegria: está dentro de cada um de nós; só há que olhar em nosso interior, encontrá-la e transmiti-la.

Identidade: não é a imagem que temos de nós mesmo, nem a que projetamos; é a nossa natureza mais profunda, essa que nos faz ser bons e carinhosos com quem nos rodeia.

Conflitos: é mais difícil lutar com alguém que não busca a confrontação.

Família: requer o esforço constante de cada um de seus membros: sermos generosos e reduzir nosso nível de exigência.
Deterioração física: tem que aprender a valorizá-la positivamente; vê-la como o princípio de uma nova vida e não como o princípio do fim.

Relações sociais: é mais fácil estar de bom humor que discutir e entediar-se. O ideal é seguir sendo como somos e utilizar (sempre que pudermos) a franqueza e a amabilidade.

Busca da felicidade: se a buscarmos no lugar equivocado, estaremos convencidos que ela não existe, quando não a encontramos ali.”

Na verdade, temos que mudar os nossos costumes. Negar toda essa vida insana de correr atrás da felicidade, se ela está aqui e agora. Desde criança ouvimos que temos que estudar para conseguir emprego, dinheiro, sucesso. Não se ensina viver sem dinheiro. Não se ensina ter paz de espírito. Então vivemos como robôs ou como gado a caminho do matadouro. Por isso existe a infelicidade. O próprio Dalai Lama dizia: “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. e por pensarem, ansiosamente no futuro esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vividos”. Outro ensinamento do grande budista: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”

Temos que entender que felicidade não é dinheiro e muito menos o poder! E ninguém leva nada dessa vida.

Dalai Lama visitará o Japão em abril

A foto mostra Dalai Lama durante uma coletiva de imprensa, em Tóquio,
quando esteve no Japão em 2009 (Foto: Arquivo/Aflo Images)
O escritório de representação do Dalai Lama no Japão informou neste domingo (23) que o líder espiritual tibetano exilado irá visitar o país em abril.

Será a primeira vez que Dalai Lama visita o Japão desde novembro do ano passado.

O governo chinês, que considera o líder espiritual tibetano um separatista anti-China, deve protestar fortemente contra a visita.

Em fevereiro, governo da China pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que cancelasse a reunião na Casa Branca com Dalai Lama, e advertiu que se a mesma acontecesse, “prejudicaria gravemente” as relações entre os dois países.

É esperado. portanto, que o governo chinês se manifeste oficialmente contra a visita do líder espiritual ao Japão.

Obama recebe Dalai Lama e defende diálogo com China sobre Tibet

O presidente norte-americano, Barack Obama, vai se reunir com o líder espiritual tibetano no exílio, o Dalai Lama, na Casa Branca na sexta-feira, um encontro que coincide com a preocupação dos Estados Unidos com as tensões e os direitos humanos em áreas tibetanas da China.

"Estamos preocupados com tensões contínuas e a deterioração da situação dos direitos humanos em áreas tibetanas da China", disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, Caitlin Hayden.

"Vamos continuar a exortar o governo chinês a retomar o diálogo com o Dalai Lama ou os seus representantes sem condições prévias como um meio para reduzir as tensões", disse Hayden em comunicado, acrescentando que o encontro será às 10h.

Dalai Lama elogia trabalho de missionários cristãos

Num encontro onde estavam representados membros de 13 confissões religiosas diferentes, o Dalai Lama lamentou a existência de conflitos motivados por religião.

O líder espiritual dos budistas tibetanos elogiou o trabalho desenvolvido por missionários cristãos em favor dos mais desfavorecidos. 

Num encontro inter-religioso que teve lugar na Índia, onde o Dalai Lama vive desde que foi exilado do Tibete, o líder religioso disse que mesmo os monges budistas têm a aprender com o serviço prestado por estes homens e mulheres. 

“Penso que os missionários cristãos fazem a maior contribuição na educação e no campo da saúde nos cantos mais recônditos do mundo”, afirmou. 

“Já estive em muitas partes do mundo e também nas áreas tribais mais remotas de Orissa, onde existem missionários cristãos”, disse ainda, referindo-se a uma zona da Índia habitada por tribais, que estão fora do sistema de castas e por isso muito descriminados socialmente. 

Num encontro onde estavam representados membros de 13 confissões religiosas diferentes, o Dalai Lama lamentou a existência de conflitos motivados por religião. Segundo ele, as religiões podem ter diferentes abordagens, mas todas aspiram ao amor.

Dalai Lama deixa o Japão após 12 dias de estadia

O líder espiritual tibetano Dalai Lama deixou o Japão nesta terça-feira (26), após 12 dias de estadia, e partiu para a Índia, onde vive exilado desde 1959.

O Dalai Lama fez uma série de palestras e participou de uma reunião de diálogo durante suas suas visitas a várias cidades, incluindo Tóquio, Kyoto e Shizuoka.

Ele também deu uma palestra para os legisladores japoneses, apelando para o seu apoio para a proteção da cultura tibetana.

As informações são da agência Kyodo.

Líder budista dalai lama diz que quer encontrar papa Francisco


O líder budista tibetano dalai lama Tenzin Gyatso, que está visitando o México, espera se reunir em breve com o papa Francisco, apesar de acreditar que já deve ter o conhecido em alguma das ocasiões em que esteve na Argentina.

"Espero vê-lo logo, talvez no próximo ano", disse dalai lama em entrevista publicada nesta segunda-feira no jornal local "Reforma". A viagem do líder pelo México terminará na quarta-feira na cidade de Zacatecas.

Perguntado sobre o que achava de Francisco, dalai lama, de 78 anos, disse que sabia pouco sobre o pontífice e não se estendeu na resposta. No entanto, mostrou-se interessado em se encontrar com Francisco.

Esta é a quarta visita do líder tibetano ao México, porém, desta vez, ele não será recebido por funcionários do governo federal. Segundo ele, sua viajem não tem o objetivo de "promover os assuntos do Tibete".

"É algo mais simples. Queremos compartilhar nossas experiências comuns, como elas podem nos dar um estado de paz mental e como controlar a ira, o apego e o medo", explicou.

Às milhares de vítimas da violência no país, o 14º dalai lama pediu "confiança em si mesmo" e "coragem" para "enfrentar os fatos e ter uma visão de longo prazo".

"Um evento triste te desmoraliza e desmotiva. Esse é o verdadeiro perigo. Não devem se sentir assim porque isto acarreta mais problemas e situações tristes", refletiu.
O prêmio Nobel da Paz de 1989 lembrou o ocorrido no Tibete e como enfrentou a situação. Em um primeiro momento, como dirigente político e, desde que saiu dessa função, em 2011, como líder espiritual.

"Nesses 70 anos houve muitas dificuldades, mas nunca perdi a esperança nem a fé. Quanto maior é o desafio, maior deve ser o entusiasmo", afirmou.

Atualmente, o dalai lama defende sua separação das questões políticas e da luta para que o Tibete desenvolva a plena democracia. Além disso, sustenta que a base de sua vida é "a preservação da cultura tibetana e dos valores humanos".

Dalai Lama faz 78 anos e pede aos jovens 'um século mais feliz'

O Dalai Lama pediu neste sábado aos jovens de todo o mundo que criem um "século mais feliz", durante as celebrações de seu aniversário de 78 anos, no sul da Índia, na presença de milhares de tibetanos que vivem no exílio.

"A geração de hoje pode criar melhores condições de vida e construir um mundo onde cada um possa viver em harmonia e com um espírito de coexistência", disse o líder espiritual.

"Os jovens de hoje têm a oportunidade de criar um século mais feliz (...) Para os que nasceram no século XX, como eu, não há nada que possamos fazer", acrescentou o religioso diante de uma plateia de 40.000 exilados tibetanos em Bylakuppe, 250 km de Bangalore, capital do estado de Karnataka.

Durante o discurso de uma hora, o líder espiritual e prêmio Nobel da Paz de 1989 conclamou os fiéis a "praticarem a compaixão", a não pensar somente em si mesmos e acrescentou que a educação somente tem valor "se existir compaixão para com os outros".

Em 1959, o Dalai Lama exilou-se em Dharamsala, norte da Índia, depois que a China ocupou o Tibete.

Nos anos 1960, milhares de tibetanos se fixaram em Bylakuppe, onde 18.000 vivem atualmente, 9.000 deles monges e religiosas. A comunidade conta com dois monastérios, templos, colégios e hospitais.

A Índia acolhe oficialmente 120.000 refugiados tibetanos, 40.000 deles no estado de Karnataka.

Sempre vestido com a famosa túnica vermelha e com o habitual sorriso no rosto, o Dalai Lama defende a causa de seu povo em conferências ao redor do mundo, fazendo campanha por uma "grande autonomia" do Tibete.

Dalai Lama diz que seu sucessor pode ser uma mulher

O Dalai Lama, líder espiritual tibetano, disse nesta quarta-feira, no início de uma viagem de dez dias pela Austrália, que seu sucessor poderia ser uma mulher e que as mulheres têm as qualidades necessárias para exercer liderança.

"Se as circunstâncias são tais que uma mulher Dalai Lama seja mais útil, então automaticamente virá uma mulher Dalai Lama", disse em entrevista coletiva em Sydney.

O líder espiritual tibetano no exílio, de 77 anos, garantiu que o mundo padece de uma "crise moral" de desigualdade e sofrimento, por isso destacou a necessidade de encontrar líderes que incorporem a compaixão em seus cargos.

"Neste sentido, as mulheres têm maior potencial, têm mais sensibilidade para o bem-estar dos outros", afirmou Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama.

"No meu caso, meu pai era bastante mau caráter. Em algumas ocasiões recebi algumas pancadas. Mas minha mãe era maravilhosamente compassiva", acrescentou.

O Dalai Lama fez estas declarações depois que a primeira-ministra australiana, Julia Gillard, acusou à oposição conservadora de "comportamentos misóginos" e de promover políticas que marginalizam as mulheres.

O Dalai Lama, prêmio Nobel da Paz que vive exilado na Índia desde 1959, iniciou uma viagem pela Austrália onde deve dar conferências em Sydney, Melbourne, Adelaide e Darwin

Dalai Lama deplora ataque budista contra muçulmanos em Mianmar

O Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano no exílio, deplorou na terça-feira os ataques cometidos por monges budistas contra muçulmanos em Mianmar, e disse que matar em nome da religião é "impensável".

O religioso disse em conferência na Universidade de Maryland, ao iniciar uma viagem pelos EUA, que o conflito em Mianmar tem raízes políticas, não religiosas.

"Realmente, matar gente em nome da religião é impensável, muito triste. Hoje em dia, até os budistas estão envolvidos (em ataques a mesquitas) na Birmânia, disse o Nobel da Paz, citando o outro nome de Mianmar. "Acho muito triste. Rezo para que eles (monges) pensem no rosto de Buda",

Uma onda de violência religiosa começou em março na cidade de Miekhtila, na região central de Mianmar, deixando 44 mortos e 13 mil refugiados internos, a maioria muçulmanos.

Uma investigação da Reuters apontou que monges budistas estavam ativamente envolvidos na violência e difundindo material anti-islâmico no país. Os muçulmanos compõem cerca de 5 por cento da população birmanesa, de maioria budista.

Dalai Lama atrai 16 mil pessoas na Suíça

O Dalai Lama atraiu cerca de 16 mil pessoas neste fim de semana em Freiburg, vindos para ouvir uma série de ensinamentos do líder espiritual tibetano sobre "a meditação, fonte de paz interior" e a "ética para além das religiões".

Os espectadores vieram de toda a Europa, assim como da Rússia, África do Sul, Austrália, Ásia, Brasil e Estados Unidos, indicaram os organizadores em um comunicado. Os três organizadores do evento são a Comunidade Budista Intermacional Rigdzin, a Fundação FPC-Tibete e o Centro Gendun Drupa.

Graças ao grande número de espectadores que pagaram para ouvir o Dalai Lama, os organizadores informaram a arrecadação de 250 mil francos suíços (208 mil euros). Deste montante, 40% será doado à fundação do Dalai Lama, que trabalha pela ética e a paz, 30% para instituições de caridade escolhidas pelo Dalai Lama e o restante para as três associações organizadoras.

Esta é a segunda vez que o Dalai Lama ministra seus ensinamentos na Suíça. A primeira ocorreu em 2009, perto de Lausanne. Na tarde deste domingo, mais de 2 mil exilados tibetanos foram recebidos especialmente pelo Dalai Lama, quase metade da população tibetana na Suíça.

O Dalai Lama, 77 anos, chegou sexta-feira na Suíça. Segunda-feira irá a Lausanne para um intercâmbio com cientistas da Universidade da cidade, e terça-feira encontrará em Berna a presidente do Conselho Nacional, a câmara baixa do Parlamento suíço, Maya Graf. O Dalai Lama não será recebido pelo governo suíço.

De acordo com o jornal Tages Anzeiger de Zurique, esta é a sua 34ª visita ao país. O Dalai Lama concluirá sua visita à Suíça em 17 de abril, com uma visita ao Instituto Tibetano Rikon, perto de Zurique.

Na china, lei proibe que Dalai Lama e sábios reencarnem no país

Diante da constante dor de cabeça que tem sido o atual Dalai Lama, o governo chinês, por meio de sua Administracão Estatal para Assuntos Religiosos, decretou a proibição de novas reencarnacões do Buda, personificado no Dalai Lama.

Também foi proibida a reencarnação dos “tulku”, ou sábios, que são autoridades menores da religião tibetana.

O Dalai Lama, a encarnação do Buda na terra segundo a tradição tibetana, já não poderá reencarnar por ordem do governo comunista chinês.

A notícia foi divulgada pelo correspondente do diário britânico "The Times" em Pequim, que enfatiza que a proibição inclui novas regras da China para destacar a sua autoridade sobre o país do Himalaia, que ocupa militarmente desde o final dos anos 50.

O "chamado Buda vivo reencarnado é ilegal e inválido, sem a aprovação do governo", afirma a singular diretriz chinesa, que entra em vigor em 1 de Setembro.

Limitar sua influência

O texto, elaborado pela Administração Estatal para Assuntos Religiosos, procura limitar a enorme influência do Dalai Lama, e, acima de tudo, bloquear a sua sucessão no futuro.

O atual Dalai Lama tem 72 anos, e fugiu da China em 1959 após o fracasso dos protestos tibetanos contra a ocupação militar do Tibete pelo Exército chinês, que começou em 1951.

Desde então, ele vive no sopé do Himalaia, em Dharamsala, na Índia, sede do governo tibetano no exílio.

De lá, ele se tornou uma figura mundial como porta-voz contra a ocupação chinesa, e inclusive recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1989.

Considerado um deus de carne e osso pelos tibetanos, Pequim está tentando agora impedir que seu sucessor também tenha essa mesma projeção.

O governo chinês não permite o retorno do líder religioso tibetano ao Tibete, afirmando que o seu objetivo político é o de separar a região da China.

A nova proibição se estende não só ao Dalai, mas a todos os "lamas", ou sábios reencarnados, chamados "tulkus". 

Muito numerosos no Tibet, lideram comunidades religiosas e supervisionam a formação dos monges. Isso lhes dá uma enorme influência sobre a vida religiosa na região dos Himalaias.

A segunda figura-chave neste sistema é o Panchen Lama, encarregado de reconhecer o Dalai Lama reencarnado em uma criança.

Líder espiritual, Dalai Lama saúda o Papa Francisco I

Religioso disse que apesar de não ser familiarizado conheceu a
 história de Francisco de Assis.
O Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos, felicitou o argentino Jorge Mario Bergoglio por sua eleição como papa e elogiou a decisão de adotar o nome de Francisco.

O Dalai Lama, que fugiu à Índia depois de um levante frustrado contra os chineses em seu país natal em 1959, expressou sua alegria em uma carta ao primeiro papa americano.

"Faço chegar a ele minhas saudações e sentimento de alegria por sua histórica eleição como Papa", escreveu o Dalai Lama, prêmio Nobel da Paz, de seu quartel-general em Dharamsala, Índia.

"Embora não esteja muito familiarizado com muitos santos católicos conheço sobre São Francisco depois de ter visitado Assis", disse o Dalai Lama.

"Fico comovido em saber que escolheu esse nome para seu papado", afirmou o Dalai Lama, que lembrouseus encontros om muitos dos antecessores do novo Papa.
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Dalai Lama Quer Democracia na China

Dalai Lama – líder espiritual tibetano vivendo no exílio – pediu à nova liderança chinesa para que adote políticas que se movam em direção à democracia e à “abertura” política.

Na semana passada, o Partido Comunista da China anunciou a nova nominata de líderes, após a conclusão do 18 º Congresso do Partido.

O líder tibetano manifestou o seu desacordo com as políticas adotadas pelo Partido Comunista Chinês.

“Eles [a nova liderança da China] têm de adotar políticas com base na realidade; mas todas essas políticas irrealistas falharam em trazer tranquilidade”, afirmou o Dalai Lama.

Ele salientou, ainda, a importância da relação entre a Índia e a China para se conseguir uma solução para a crise em que vivem os tibetanos.

“A questão do Tibet é um fator importante para o desenvolvimento de amizade genuína entre os dois gigantes asiáticos, com base na confiança mútua”, disse ele.

No início desta semana, o Dalai Lama também pressionou o Partido Comunista Chinês (PCCh) para que investigue o aumento do número de auto imolações realizadas por tibetanos.

Recentemente, os mais graduados funcionários de direitos humanos da Organização das Nações Unidas pediram à China para lidar com as frustrações que levaram aos protestos desesperados. Desde março de 2011 já aconteceram 74 casos confirmados de tibetanos que buscaram tirar suas vidas, incendiando o próprio corpo em protesto contra a intervenção chinesa no Tibet.

Grupos hindus de direitos humanos disseram que houve uma repressão maciça por parte dos agentes de segurança chineses, tanto no Tibet como em áreas tibetanas da China. Em alguns casos, eles dizem que manifestantes foram espancados até mesmo no momento em que seus corpos estavam em chamas.

 
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