Encontro provoca séria oposição por parte da China. Para autoridades chinesas, evento irá 'abalar' relações sino-americanas.
O Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos no exílio, será recebido este mês na Casa Branca pelo presidente norte-americano Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira o governo americano.
O porta-voz da Casa Branca, Bill Burton, já havia dito durante a semana que o líder tibetano "é uma figura religiosa e cultural respeitada no mundo inteiro, por isso o presidente vai se reunir com ele".
O encontro porém, causou forte oposição da China. Na última terça-feira (2), o governo daquele país anunciou que se opunha ao encontro, mesmo antes dele ter sido confirmado oficialmente. Para o diretor do Departamento de Trabalho da Frente ùnica, que dirige as políticas étnicas e religiosas chinesas, o encontro "seria totalmente contrário às práticas internacionais aceitas e iria abalar seriamente a base política das relações sino-americanas".
O líder budista diz buscar a autonomia para o Tibete, de onde fugiu em 1959, e nega objetivos separatistas. A China recentemente manteve negociações com enviados do Dalai Lama, mas com poucos resultados práticos.
O Tibete é atualmente uma província da China, oficialmente reconhecida uma região autônoma, desde que foi ocupada em 1959.
Tensões
Na semana passada, o Pentágono comunicou a venda de US$ 6,4 bilhões em armas a Taiwan. Em seguida, a China ameaçou impor sanções às empresas produtoras desses armamentos, além de anunciar a suspensão dos contatos militares entre os dois países.
A esse incidente se somam as tensões criadas pela imposição de tarifas nos EUA a pneus chineses e as denúncias de ataques cibernéticos da China contra o Google, que ameaçou deixar o país.