A deslocação do Dalai Lama a Taiwan tem por base um fim “puramente religioso” e não deverá ser politizada, defendeu hoje o porta-voz do líder espiritual tibetano na ilha.
Esta será a terceira vez que o Dalai Lama visita Taiwan, com as duas deslocações anteriores – em 1997 e 2001 – a ficarem marcadas por encontros com o Presidente taiwanês, o que desta vez não está planeado.
“Esta visita será religiosa do início ao fim, em resposta a um convite da população de Taiwan, para o Dalai Lama rezar por aqueles que morreram e pelos sobreviventes, e esperamos que não seja politizada”, disse hoje Dawa Tsering, porta-voz do líder espiritual tibetano.
A chegada do Dalai Lama a Taiwan está agendada para a noite de domingo.
O líder espiritual tibetano vai visitar entre segunda e quarta-feira as zonas afectadas pelo tufão Morakot na região de Kaohsiung, no sul da ilha, e antes de partir deslocar-se-á a Taipé para proferir um discurso sexta-feira.
Segundo a imprensa local, o governo de Taiwan pretende que a visita do Dalai Lama se remeta ao sul da ilha, mas o Partido Democrático Progressista (DPP), de quem partiu o convite, está a procurar agendar um encontro religioso no norte.
A visita do Dalai Lama, para rezar pelas vítimas do tufão Morakot – que provocou mais de 460 mortos e 191 desaparecidos na ilha -, realiza-se a convite do DPP, favorável à independência de Taiwan e que segundo o governo chinês, “congeminou” a viagem do exilado líder tibetano para “prejudicar as relações” entre Taipé e Pequim.
A China “opõe-se firmemente” à visita do Dalai Lama a Taiwan, disse um porta-voz do gabinete de assuntos de Taiwan do Conselho de Estado ao salientar que “o Dalai Lama não é apenas uma figura religiosa”.
“Com o pretexto da religião, não deixou de se envolver em actividades separatistas”, declarou o porta-voz de Pequim.
Taiwan - a ilha onde se refugiou o antigo governo nacionalista chinês de Chiang Kai-shek depois da tomada do poder pelo Partido Comunista, em 1949 - é vista por Pequim como uma província da China e não uma entidade politica soberana.
O governo chinês defende a “reunificação pacífica”, segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau (“um país, dois sistemas”), mas ameaça “usar a força” se a ilha declarar a independência.
PNE/AC.
Esta será a terceira vez que o Dalai Lama visita Taiwan, com as duas deslocações anteriores – em 1997 e 2001 – a ficarem marcadas por encontros com o Presidente taiwanês, o que desta vez não está planeado.
“Esta visita será religiosa do início ao fim, em resposta a um convite da população de Taiwan, para o Dalai Lama rezar por aqueles que morreram e pelos sobreviventes, e esperamos que não seja politizada”, disse hoje Dawa Tsering, porta-voz do líder espiritual tibetano.
A chegada do Dalai Lama a Taiwan está agendada para a noite de domingo.
O líder espiritual tibetano vai visitar entre segunda e quarta-feira as zonas afectadas pelo tufão Morakot na região de Kaohsiung, no sul da ilha, e antes de partir deslocar-se-á a Taipé para proferir um discurso sexta-feira.
Segundo a imprensa local, o governo de Taiwan pretende que a visita do Dalai Lama se remeta ao sul da ilha, mas o Partido Democrático Progressista (DPP), de quem partiu o convite, está a procurar agendar um encontro religioso no norte.
A visita do Dalai Lama, para rezar pelas vítimas do tufão Morakot – que provocou mais de 460 mortos e 191 desaparecidos na ilha -, realiza-se a convite do DPP, favorável à independência de Taiwan e que segundo o governo chinês, “congeminou” a viagem do exilado líder tibetano para “prejudicar as relações” entre Taipé e Pequim.
A China “opõe-se firmemente” à visita do Dalai Lama a Taiwan, disse um porta-voz do gabinete de assuntos de Taiwan do Conselho de Estado ao salientar que “o Dalai Lama não é apenas uma figura religiosa”.
“Com o pretexto da religião, não deixou de se envolver em actividades separatistas”, declarou o porta-voz de Pequim.
Taiwan - a ilha onde se refugiou o antigo governo nacionalista chinês de Chiang Kai-shek depois da tomada do poder pelo Partido Comunista, em 1949 - é vista por Pequim como uma província da China e não uma entidade politica soberana.
O governo chinês defende a “reunificação pacífica”, segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau (“um país, dois sistemas”), mas ameaça “usar a força” se a ilha declarar a independência.
PNE/AC.
